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Dica de meditação: o que fazer com a avalanche de pensamentos?

Em nossa postagem anterior sobre meditação, falamos sobre como 5 minutos de silêncio e meditação podem ajudar em seu dia-a-dia, e como sua prática pode melhorar seu bem-estar. Se você não leu, pode acessá-lo por aqui. Hoje, vamos falar sobre a sua capacidade de observação e da qualidade de pensamentos que passam pela sua mente durante a meditação.

meditação

Uma das grandes dificuldade de quem começa a meditar é o de conseguir cessar a quantidade de pensamentos que começam a inundar nossa mente, no momento em que nos propomos a sentar e a meditar. Sejam os problemas e pendências a serem resolvidos, questões e angústias pessoais, acontecimentos passados (o filme que vi ontem, a discussão com o chefe, o preço do leite no supermercado). Enfim, um emaranhado sem fim de pensamentos.

Na realidade, esses pensamentos te ocorrem a todo momento, sem que você pare para observá-los. Você está o tempo todo identificado com eles, e de alguma forma, correndo atrás do que te passa na cabeça, “dando bola” para toda essa avalanche pensamentos. Mas no momento em que você pára para observar, fica evidente que, muitos deles, não têm utilidade no momento atual.

Quando se dá início à meditação, percebe então, que eles são infinitos. Isso acaba trazendo mais frustração com relação à prática meditativa e desanimando futuras tentativas. Muitas pessoas relatam sua dificuldade em “manter o controle” sobre o fluxo de pensamentos e sua briga interna consigo mesmas.

Então, aqui vem minha primeira dica: meditar não se trata de “ter controle”. Controle é algo que a mente pratica. E, a forma na qual ela tenta permanecer e tenta manter o controle sobre você, é através dos pensamentos e da identificação que você acaba tendo com esses mesmos pensamentos. Meditação é praticar o ato de observar. Em primeira instância, não há nada mais a ser feito além disso. Apenas observe!

E aí, vem a minha segunda dica. Não julgue. Qualquer coisa que apareça nesse processo, apenas aceite. O julgamento, a classificação, o rótulo, de que se algo é bom ou ruim, bonito ou feio, também vêm da mente. A única forma que a mente têm de enxergar as coisas é através da dualidade, do julgamento, resultando invariavelmente em conflito. É assim que ela funciona. Aceitar, no entanto, não significa “dar corda” aos pensamentos, e sim, conseguir observá-los, sem se agarrar ou se apegar a nenhum deles, apenas deixando-os passar. Como quando você observa o pôr-do-sol. As nuvens se movimentam, os pássaros voam, o sol se põe. As coisas passam sem que você se apegue a nenhum deles. Tente fazer o mesmo com os seus pensamentos. Vamos tentar?

Experimente e compartilhe conosco o que notou dessa vez.

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